Olá, pessoal do agronegócio! 👋
Hoje quero conversar com vocês sobre um tema que está literalmente mudando o jogo no campo: os Fundos Privados no Agronegócio. Esse assunto pode parecer coisa de banco ou de escritório de investimentos, mas eu garanto que ele diz respeito diretamente a quem planta, colhe, processa e distribui alimentos no Brasil.
Afinal, sem financiamento, não há safra. E com o agronegócio representando cerca de 29,4% do PIB brasileiro em 2025, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) , a demanda por recursos é enorme e crescente.
A boa notícia? O mercado de capitais está respondendo a essa demanda com uma velocidade impressionante. E é exatamente sobre isso que vou falar aqui: como os Fundos Privados no Agronegócio funcionam, quais são os principais instrumentos disponíveis, por que eles estão ganhando espaço no financiamento rural e o que você precisa saber para não ficar de fora dessa revolução financeira do campo. 🚀
Olá, pessoal do agronegócio! 👋
Hoje quero conversar com vocês sobre um tema que está literalmente mudando o jogo no campo: os Fundos Privados no Agronegócio. Esse assunto pode parecer coisa de banco ou de escritório de investimentos, mas eu garanto que ele diz respeito diretamente a quem planta, colhe, processa e distribui alimentos no Brasil.
Afinal, sem financiamento, não há safra. E com o agronegócio representando cerca de 29,4% do PIB brasileiro em 2025, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) , a demanda por recursos é enorme e crescente.
A boa notícia? O mercado de capitais está respondendo a essa demanda com uma velocidade impressionante. E é exatamente sobre isso que vou falar aqui: como os Fundos Privados no Agronegócio funcionam, quais são os principais instrumentos disponíveis, por que eles estão ganhando espaço no financiamento rural e o que você precisa saber para não ficar de fora dessa revolução financeira do campo. 🚀
O que são os Fundos Privados no Agronegócio e como eles funcionam?
Quando falo em Fundos Privados no Agronegócio, estou me referindo a uma família de instrumentos financeiros criados especificamente para captar recursos do mercado de capitais e direcioná-los para as cadeias produtivas do setor. O mais famoso deles é o Fiagro — Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais, mas o ecossistema é bem mais amplo e inclui CRA, LCA, CPR, FIDC e outros títulos que, juntos, formam a espinha dorsal do crédito privado rural no Brasil.
A lógica é simples e poderosa: investidores de todo o país (e até do exterior) colocam seu dinheiro nesses fundos ou títulos, que por sua vez financiam produtores rurais, cooperativas, tradings, distribuidores de insumos e toda a cadeia do agro. É como se a cidade financiasse o campo de forma organizada, regulada e transparente. 🌆➡️🌾
"Muitos desses fundos direcionam boa parte do seu patrimônio para títulos de renda fixa de crédito privado. O exemplo mais clássico de título que compõe a carteira desses fundos é o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) , que permite ao investidor financiar o setor com isenção de Imposto de Renda para pessoa física."
Quando falo em Fundos Privados no Agronegócio, estou me referindo a uma família de instrumentos financeiros criados especificamente para captar recursos do mercado de capitais e direcioná-los para as cadeias produtivas do setor. O mais famoso deles é o Fiagro — Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais, mas o ecossistema é bem mais amplo e inclui CRA, LCA, CPR, FIDC e outros títulos que, juntos, formam a espinha dorsal do crédito privado rural no Brasil.
A lógica é simples e poderosa: investidores de todo o país (e até do exterior) colocam seu dinheiro nesses fundos ou títulos, que por sua vez financiam produtores rurais, cooperativas, tradings, distribuidores de insumos e toda a cadeia do agro. É como se a cidade financiasse o campo de forma organizada, regulada e transparente. 🌆➡️🌾
"Muitos desses fundos direcionam boa parte do seu patrimônio para títulos de renda fixa de crédito privado. O exemplo mais clássico de título que compõe a carteira desses fundos é oCertificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) , que permite ao investidor financiar o setor com isenção de Imposto de Renda para pessoa física."
O Fiagro: o protagonista dos Fundos Privados no Agronegócio
O Fiagro foi criado pela Lei nº 14.130, de 29 de março de 2021, e consolidado operacionalmente pela Resolução CVM nº 214/2024. Inspirado nos Fundos de Investimento Imobiliário (FII), ele funciona como um condomínio de investidores que adquirem cotas e delegam a gestão do patrimônio a gestores profissionais regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As cotas são negociadas na B3 (a bolsa de valores brasileira), o que garante liquidez e transparência.De acordo com a CVM, o Fiagro pode investir em uma ampla gama de ativos vinculados ao agronegócio :
•🏡 Imóveis rurais (terras produtivas e instalações agroindustriais)•📜 Títulos de crédito (CPR, CRA, CDCA e outros)•🤝 Participações societárias em empresas do setor•💳 Direitos creditórios do agronegócio•🌱 Créditos de carbono e CBIOs (Créditos de Descarbonização)
Existem três subtipos principais de Fiagro, cada um com uma estratégia diferente:Tipo de Fiagro Foco de Investimento Perfil de Risco Liquidez Típica Foco de Retorno Fiagro-FII Imóveis rurais, galpões e arrendamentos Moderado Alta/Média Renda (aluguéis) Fiagro-FIDC Direitos creditórios (CPR, duplicatas, Barter) Moderado a Alto Média/Baixa Juros + Spread Fiagro-FIP Participação em empresas (Equity) Alto Baixa Valorização de capital
Os números do Fiagro são impressionantes. De março de 2023 a março de 2025, o patrimônio líquido da indústria saltou de R$ 14,7 bilhões para R$ 44,7 bilhões, um crescimento de 204%, segundo o Boletim CVM Agronegócio . Em 2025, as ofertas de Fiagros somaram R$ 6,4 bilhões, crescimento de 31,3% em relação ao ano anterior .
O Fiagro foi criado pela Lei nº 14.130, de 29 de março de 2021, e consolidado operacionalmente pela Resolução CVM nº 214/2024. Inspirado nos Fundos de Investimento Imobiliário (FII), ele funciona como um condomínio de investidores que adquirem cotas e delegam a gestão do patrimônio a gestores profissionais regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As cotas são negociadas na B3 (a bolsa de valores brasileira), o que garante liquidez e transparência.
De acordo com a CVM, o Fiagro pode investir em uma ampla gama de ativos vinculados ao agronegócio :
•🏡 Imóveis rurais (terras produtivas e instalações agroindustriais)
•📜 Títulos de crédito (CPR, CRA, CDCA e outros)
•🤝 Participações societárias em empresas do setor
•💳 Direitos creditórios do agronegócio
•🌱 Créditos de carbono e CBIOs (Créditos de Descarbonização)
Existem três subtipos principais de Fiagro, cada um com uma estratégia diferente:
| Tipo de Fiagro | Foco de Investimento | Perfil de Risco | Liquidez Típica | Foco de Retorno |
| Fiagro-FII | Imóveis rurais, galpões e arrendamentos | Moderado | Alta/Média | Renda (aluguéis) |
| Fiagro-FIDC | Direitos creditórios (CPR, duplicatas, Barter) | Moderado a Alto | Média/Baixa | Juros + Spread |
| Fiagro-FIP | Participação em empresas (Equity) | Alto | Baixa | Valorização de capital |
Os números do Fiagro são impressionantes. De março de 2023 a março de 2025, o patrimônio líquido da indústria saltou de R$ 14,7 bilhões para R$ 44,7 bilhões, um crescimento de 204%, segundo o Boletim CVM Agronegócio . Em 2025, as ofertas de Fiagros somaram R$ 6,4 bilhões, crescimento de 31,3% em relação ao ano anterior .
Por que os Fundos Privados no Agronegócio estão ganhando espaço no financiamento rural?
Essa é a pergunta que mais ouço quando falo sobre esse tema, e a resposta tem várias camadas. Vou explicar cada uma delas.
Essa é a pergunta que mais ouço quando falo sobre esse tema, e a resposta tem várias camadas. Vou explicar cada uma delas.
1. O crédito público não dá conta sozinho 💸
O Plano Safra 2025/2026, o maior da história do Brasil, disponibilizou R$ 516,2 bilhões para o setor . Parece muito, né? Mas o custo de uma única safra no Brasil gira em torno de R$ 1 trilhão, o que significa que o Plano Safra cobre apenas cerca de 25% da necessidade total de financiamento da produção rural . Os outros 75% precisam vir de algum lugar, e é aí que o mercado privado entra com toda a força.
O Plano Safra 2025/2026, o maior da história do Brasil, disponibilizou R$ 516,2 bilhões para o setor . Parece muito, né? Mas o custo de uma única safra no Brasil gira em torno de R$ 1 trilhão, o que significa que o Plano Safra cobre apenas cerca de 25% da necessidade total de financiamento da produção rural . Os outros 75% precisam vir de algum lugar, e é aí que o mercado privado entra com toda a força.
2. O mercado privado já supera R$ 1,4 trilhão 📊
Segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a soma dos estoques de CPRs, LCAs, CRAs, CDCAs e Fiagros encerrou 2025 em R$ 1,41 trilhão, com crescimento de 16% em um ano . Isso mostra que o mercado privado não é mais um complemento ao crédito público: ele é, de longe, a maior fonte de recursos para o campo.
Segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a soma dos estoques de CPRs, LCAs, CRAs, CDCAs e Fiagros encerrou 2025 em R$ 1,41 trilhão, com crescimento de 16% em um ano . Isso mostra que o mercado privado não é mais um complemento ao crédito público: ele é, de longe, a maior fonte de recursos para o campo.
3. A regulamentação amadureceu e trouxe mais segurança ⚖️
A Resolução CVM nº 214/2024 trouxe regras definitivas e claras para os Fiagros, alinhando-os às melhores práticas do mercado de fundos. Segundo Flávia Palacios, diretora da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), "é um produto recente, mas que já nasceu mais estruturado, inspirado nos fundos imobiliários" . Essa maturidade regulatória aumenta a confiança dos investidores e, consequentemente, o volume de recursos disponíveis para o campo.
A Resolução CVM nº 214/2024 trouxe regras definitivas e claras para os Fiagros, alinhando-os às melhores práticas do mercado de fundos. Segundo Flávia Palacios, diretora da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), "é um produto recente, mas que já nasceu mais estruturado, inspirado nos fundos imobiliários" . Essa maturidade regulatória aumenta a confiança dos investidores e, consequentemente, o volume de recursos disponíveis para o campo.
4. Velocidade de crescimento sem precedentes ⚡
David Marco Telio, sócio da Terra Magna, com 38 anos de experiência em gestão de risco, resume bem: "Levou mais de uma década para o CRA alcançar cerca de R$ 40 bilhões em estoque. Já o Fiagro, em dois anos e meio, bateu R$ 47 bilhões. Isso mostra a velocidade com que o mercado de capitais aderiu ao agro" .
"A diversificação é a chave para o sucesso no campo financeiro. Para quem deseja dar o próximo passo, preparamos um guia sobre [estratégias para diversificar sua carteira no agronegócio], minimizando riscos e potencializando ganhos a longo prazo."
David Marco Telio, sócio da Terra Magna, com 38 anos de experiência em gestão de risco, resume bem: "Levou mais de uma década para o CRA alcançar cerca de R$ 40 bilhões em estoque. Já o Fiagro, em dois anos e meio, bateu R$ 47 bilhões. Isso mostra a velocidade com que o mercado de capitais aderiu ao agro" .
"A diversificação é a chave para o sucesso no campo financeiro. Para quem deseja dar o próximo passo, preparamos um guia sobre [estratégias para diversificar sua carteira no agronegócio], minimizando riscos e potencializando ganhos a longo prazo."
Os principais instrumentos do financiamento privado rural
🌽 CPR — Cédula de Produto Rural
A CPR é um dos títulos mais antigos e utilizados no campo. Funciona como uma promessa: o produtor recebe recursos hoje e se compromete a entregar produtos ou pagar em dinheiro no futuro. É a base de muitas operações de Barter (troca de insumos por produção futura) e também serve de lastro para outros títulos, como o CRA. Em 2025, o estoque de CPRs atingiu R$ 562,9 bilhões, com 398 mil certificados e ticket médio de R$ 1,4 milhão .
A CPR é um dos títulos mais antigos e utilizados no campo. Funciona como uma promessa: o produtor recebe recursos hoje e se compromete a entregar produtos ou pagar em dinheiro no futuro. É a base de muitas operações de Barter (troca de insumos por produção futura) e também serve de lastro para outros títulos, como o CRA. Em 2025, o estoque de CPRs atingiu R$ 562,9 bilhões, com 398 mil certificados e ticket médio de R$ 1,4 milhão .
📄 CRA — Certificado de Recebíveis do Agronegócio
O CRA é um título de renda fixa emitido por securitizadoras, lastreado em créditos do agronegócio. Grandes empresas como Seara (que emitiu R$ 3,75 bilhões em 2025), Minerva e BRF usam esse instrumento para captar recursos de longo prazo diretamente no mercado. O estoque de CRAs encerrou 2025 em R$ 178,39 bilhões, alta de 17% . Atenção: o CRA não tem cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), então o risco depende da qualidade do lastro.
O CRA é um título de renda fixa emitido por securitizadoras, lastreado em créditos do agronegócio. Grandes empresas como Seara (que emitiu R$ 3,75 bilhões em 2025), Minerva e BRF usam esse instrumento para captar recursos de longo prazo diretamente no mercado. O estoque de CRAs encerrou 2025 em R$ 178,39 bilhões, alta de 17% . Atenção: o CRA não tem cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), então o risco depende da qualidade do lastro.
🏦 LCA — Letra de Crédito do Agronegócio
A LCA é o instrumento mais popular entre os investidores pessoa física, pois é emitida por bancos e conta com a proteção do FGC (até R$ 250 mil por CPF por instituição). Para o produtor, a LCA é importante porque os bancos usam esses recursos para financiar o campo com taxas mais competitivas. O estoque de LCAs encerrou 2025 em R$ 600,15 bilhões, alta de 16% em um ano, segundo o MAPA .
A LCA é o instrumento mais popular entre os investidores pessoa física, pois é emitida por bancos e conta com a proteção do FGC (até R$ 250 mil por CPF por instituição). Para o produtor, a LCA é importante porque os bancos usam esses recursos para financiar o campo com taxas mais competitivas. O estoque de LCAs encerrou 2025 em R$ 600,15 bilhões, alta de 16% em um ano, segundo o MAPA .
💼 FIDC — Fundo de Investimento em Direitos Creditórios
O FIDC compra recebíveis do agro — como CPRs financeiras, duplicatas e contratos de Barter — antecipando o caixa de quem tem valores a receber. Quem mais usa esse instrumento são distribuidores, cooperativas e tradings. Para o produtor, o benefício pode ser indireto: melhores prazos e condições na compra de insumos, porque o fornecedor tem acesso a capital mais barato via FIDC.
O FIDC compra recebíveis do agro — como CPRs financeiras, duplicatas e contratos de Barter — antecipando o caixa de quem tem valores a receber. Quem mais usa esse instrumento são distribuidores, cooperativas e tradings. Para o produtor, o benefício pode ser indireto: melhores prazos e condições na compra de insumos, porque o fornecedor tem acesso a capital mais barato via FIDC.
Quadro Comparativo: Financiamento Público vs. Privado no Agronegócio
| Característica | 🏛️ Crédito Público (Plano Safra) | 💼 Crédito Privado (Mercado de Capitais) |
| Fonte dos recursos | Governo Federal (recursos controlados) | Investidores (Pessoa Física e Institucional) |
| Cobertura da demanda | ~25% do custo total das safras | ~75% do custo total das safras |
| Burocracia | Maior, com regras rígidas do BACEN | Processos mais ágeis e personalizados |
| Taxas de juros | Subsidiadas (abaixo do mercado) | Baseadas no mercado (CDI, IPCA + spread) |
| Flexibilidade | Limitada a linhas pré-definidas | Alta, com estruturas desenhadas sob medida |
| Prazo de análise | Geralmente mais longo | Mais ágil e voltado a resultados |
| Critério de Acesso | Cadastro ativo e enquadramento | Governança, garantias e risco de crédito |
| Volume disponível | Limitado ao orçamento governamental | Potencialmente ilimitado (depende do mercado) |
| Exemplos | Pronaf, Pronamp, Programa ABC+ | Fiagro, CRA, LCA, FIDC, CPR |
Vantagens e riscos: o que o produtor precisa saber
Antes de buscar recursos via mercado de capitais, é fundamental entender tanto as oportunidades quanto os riscos. Veja o resumo:
✅ Vantagens dos Fundos Privados no Agronegócio:
•Mais capital disponível: Acesso a uma fonte de recursos que não depende do orçamento governamental.
•Agilidade: Processos de análise e liberação mais rápidos que o crédito bancário tradicional.
•Flexibilidade: Estruturas de financiamento adaptadas ao ciclo produtivo e às necessidades específicas de cada operação.
•Profissionalização: Para acessar esse mercado, o produtor precisa organizar sua governança, o que fortalece o negócio a longo prazo.
•Diversificação: Reduz a dependência de uma única fonte de crédito, tornando o negócio mais resiliente.
⚠️ Riscos e pontos de atenção:
•Taxas de mercado: Em períodos de Selic alta, as taxas do crédito privado podem ser superiores às do crédito subsidiado.
•Risco de crédito: Fundos que concentram exposição em poucos devedores ficam mais vulneráveis a inadimplências.
•Volatilidade: As cotas dos Fiagros listados em bolsa podem oscilar, especialmente em momentos de crise setorial.
•Exigência de garantias: O mercado privado exige estruturas de garantia robustas, o que pode ser um desafio para pequenos produtores.
O futuro dos Fundos Privados no Agronegócio: perspectivas para 2026 e além
Depois de um 2024 marcado por turbulências (como a recuperação judicial da Agrogalaxy e inadimplências em cadeia), o mercado de crédito privado do agro entrou em 2026 com estruturas mais sólidas e maior seletividade. A captação líquida positiva de R$ 9,1 bilhões nos Fiagros em 2025, com patrimônio de R$ 21,6 bilhões ao fim do ano, sinaliza uma indústria resiliente e em crescimento .
O que esperar dos Fundos Privados no Agronegócio em 2026?
Segundo especialistas ouvidos pela CNN Brasil e pelo AgFeed, os principais vetores para o setor em 2026 são :
•📉 Queda da Selic: A redução esperada da taxa básica de juros deve aumentar a atratividade relativa dos Fiagros, já que o spread de crédito pré-fixado representa uma parcela maior do retorno quando o CDI cai.
•🔍 Maior seletividade: O mercado aprendeu a distinguir melhor entre carteiras de alta qualidade (high grade) e créditos mais arriscados, o que deve premiar gestores disciplinados.
•📋 Nova regulamentação: A Resolução CVM nº 214/2024 permite que um único Fiagro tenha múltiplas subcategorias (CRA, FIDC, imóveis, etc.), o que deve gerar fundos mais diversificados e eficientes.
•🌍 Internacionalização: O interesse de investidores estrangeiros pelo agronegócio brasileiro segue crescendo, o que pode trazer novos recursos para o setor.
FAQ — Perguntas Frequentes sobre Fundos Privados no Agronegócio
❓ O que é o Fiagro e como ele funciona na prática?
O Fiagro é um fundo de investimento criado especificamente para o agronegócio, regulamentado pela CVM. Ele funciona como um condomínio de investidores que compram cotas e delegam a gestão a profissionais especializados. O fundo aplica os recursos em ativos do agronegócio, como terras, títulos de crédito e participações em empresas do setor. As cotas são negociadas na B3, o que garante liquidez ao investidor.
❓ Qual é a diferença entre CRA e LCA?
O CRA é emitido por securitizadoras e lastreado em créditos do agronegócio, sem cobertura do FGC. Já a LCA é emitida por bancos e conta com a proteção do FGC (até R$ 250 mil por CPF por instituição). Ambos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, mas a LCA tende a ser mais conservadora e acessível ao investidor comum.
❓ Como o produtor rural pode acessar recursos via mercado de capitais?
O caminho mais comum é por meio de cooperativas, tradings e distribuidores de insumos que já operam com esses instrumentos. Para acessar diretamente, o produtor precisa ter boa governança, garantias sólidas e, geralmente, um histórico de crédito positivo. Assessores financeiros especializados em agronegócio podem ajudar a estruturar a operação mais adequada.
❓ Os Fundos Privados no Agronegócio são seguros para investir?
Como todo investimento, os Fundos Privados no Agronegócio têm riscos. Os principais são o risco de crédito (inadimplência dos devedores) e o risco de mercado (volatilidade das cotas). A regulamentação da CVM e a gestão profissional dos fundos oferecem uma camada importante de proteção, mas é fundamental analisar o regulamento, a carteira e o histórico do gestor antes de investir.
❓ Qual é o valor mínimo para investir em um Fiagro?
Depende do fundo. Fiagros listados na B3 podem ser adquiridos por valores a partir de uma cota, que geralmente varia entre R$ 10 e R$ 100. Isso torna o investimento acessível para qualquer pessoa com conta em corretora.
❓ O que é o Barter no agronegócio?
O Barter é uma modalidade de financiamento em que o produtor troca insumos (sementes, fertilizantes, defensivos) por produção futura. É uma forma de crédito privado muito utilizada no campo, que muitas vezes utiliza a CPR como instrumento jurídico da operação.
Glossário dos Fundos Privados no Agronegócio
| Categoria | Termo | Definição Resumida |
| Investimento | Fiagro | Fundo para ativos da cadeia agroindustrial (CVM). |
| Investimento | CRA | Renda fixa securitizada de crédito do agro (sem FGC). |
| Investimento | LCA | Renda fixa bancária com isenção de IR e proteção do FGC. |
| Investimento | FIDC | Fundo focado em antecipação de recebíveis (direitos creditórios). |
| Investimento | CDCA | Título emitido por empresas ou cooperativas do agro. |
| Mecanismo | CPR | Promessa de entrega futura ou liquidação financeira de safra. |
| Mecanismo | Barter | Troca direta de insumos por produção (safra futura). |
| Instituição | Securitizadora | Empresa que empacota créditos em títulos (ex: CRAs). |
| Instituição | CVM | Órgão que regula o mercado de valores mobiliários no Brasil. |
| Instituição | B3 | Bolsa de valores brasileira (negociação de cotas/títulos). |
| Instituição | FGC | Garantia de até R$ 250 mil por CPF/instituição financeira. |
| Referência | CDI | Taxa de juros de referência para títulos de renda fixa. |
| Político | Plano Safra | Programa de crédito rural subsidiado pelo Governo Federal. |
Conclusão: os Fundos Privados no Agronegócio são o presente e o futuro do financiamento rural
Ao longo deste artigo, ficou claro para mim — e espero que para você também — que os Fundos Privados no Agronegócio não são apenas uma tendência passageira. Eles são uma resposta estrutural à incapacidade do crédito público de sozinho suprir as necessidades de um setor que movimenta quase 30% da economia brasileira.
Com R$ 1,4 trilhão em instrumentos privados circulando pelo campo , com o Fiagro crescendo mais de 200% em dois anos e com uma regulamentação cada vez mais madura e transparente, o mercado de capitais se consolidou como o maior financiador do agronegócio brasileiro. E essa história está longe de terminar.
Para o produtor rural, a mensagem é clara: conhecer e acessar esses instrumentos pode ser o diferencial entre crescer e estagnar. Para o investidor, o agronegócio brasileiro representa uma das oportunidades mais sólidas e promissoras do mercado de capitais nacional.
Fique de olho nesse espaço, porque vou continuar trazendo as melhores análises e informações sobre o financiamento rural privado e os Fundos Privados no Agronegócio. 🌾💪
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"O mercado agro não para de evoluir. Confira em nossa análise de mercado as perspectivas e tendências para o agronegócio em 2026, que aponta como esses fundos se comportam diante da atual conjuntura econômica."

